domingo, 31 de agosto de 2008

Thiago Neves troca o Fluminense pelo Hamburgo

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O apoiador Thiago Neves não é mais jogador do Fluminense. O jogador, que disputou os Jogos Olímpicos de Pequim com a seleção brasileira, acertou na madrugada desta quinta-feira a sua transferência para o Hamburgo, da Alemanha.


Com isso, Thiago Neves não participará do clássico com o Flamengo, domingo, às 18h10, no Maracanã, pela 23ª rodada do Campeonato Brasileiro.


O meia Thiago Neves acertou transferência para o Hamburgo, por 9,2 milhões de euros

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A negociação com o clube alemão foi fechada em 9,2 milhões de euros, algo em torno dos R$ 21,95 milhões. O Hamburgo comprou 80% dos direitos econômicos do atleta. O Fluminense ficou com 34% do valor do acerto (aproximadamente R$ 7,3 milhões).


“Ele realmente não faz mais parte do grupo do Fluminense. Desejo boa sorte a ele nesta nova etapa da carreira”, disse Tote Menezes, vice-presidente de futebol do Tricolor, em entrevista ao UOL Esporte.


Thiago Neves ainda estava sendo pretendido pelo Manchester City, da Inglaterra, e pelo Atlético de Madrid, da Espanha. O técnico Cuca chegou a pedir à diretoria do Fluminense para fazer todos os esforços para manter o seu camisa 10 até o final do Campeonato Brasileiro. O jogador irá embarcar na tarde desta sexta-feira rumo à Alemanha.

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Time vitorioso enfim se livra do rótulo de “amarelão” com ouro em Pequim

UOL - Download.com
As derrotas para a Rússia na semifinal dos Jogos Olímpicos de Atenas-2004 e na decisão do Mundial-2006 e para Cuba na final dos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro-2007 deixaram a seleção brasileira feminina de vôlei com uma fama: a de perder o controle nos momentos decisivos. Agora, com o inédito ouro obtido em Pequim neste sábado, em vitória por 3 sets a 1 (25-15, 18-25, 25-13, 25-21) sobre os Estados Unidos, esta equipe consegue a sua redenção e tira qualquer dúvida de que tem uma das melhores gerações na história.


Ao longo da competição, a equipe verde-amarela havia passado sem maiores desafios por seus outros adversários. Um a um, caíram Argélia, as temidas Rússia, Sérvia e Itália, Japão nas quartas-de-final, China na semi e, por fim, os Estados Unidos.


Mas a última vitória foi a mais suada de todas. Depois de terem vencido os sete jogos anteriores sem perderem sets, as brasileiras perderam a segunda parcial do jogo ante as norte-americanas e ainda sofreram para fechar a quarta etapa. Mas conseguiram, e se livraram do estigma de ‘amarelonas’.



Trajetória da seleção


Fase de Grupos

3 x 0 Argélia

Fase de Grupos

3 x 0 Rússia

Fase de Grupos

3 x 0 Sérvia

Fase de Grupos

3 x 0 Cazaquistão


Fase de Grupos

3 x 0 Itália

Quartas-de-final
3 x 0 Japão

Semifinal
3 x 0 China

Final

3 x 1 Estados Unidos

Desde que José Roberto Guimarães assumiu o time, em 2003, o Brasil se acostumou a disputar decisões. O grupo foi quatro vezes campeão do Grand Prix, tornando-se uma potência da modalidade. Nos principais campeonatos, porém, a seleção falhava.


O pior deles foi nas Olimpíadas de 2004, quando teve uma campanha parecida com a de Pequim. Foi à fase final invicta, com apenas quatro sets cedidos até as semifinais. No time, a ponta Mari se destacava. Era novata na seleção, mas uma das preferidas da levantadora Fernanda Venturini.


Saiba Mais


Na semifinal com a Rússia, veio o rótulo. Com erros sucessivos, quando precisava apenas de um ponto para ir à decisão do ouro (24-19 era o placar no quarto set), o elenco perdeu a chance de uma final inédita. Mari, a mais acionada, foi considerada uma das culpadas.


O técnico Zé Roberto se manteve no cargo e proporcionou à Mari, sempre uma das jogadoras de melhor desempenho nas estatísticas, novas chances de redenção. Após a pressão de 2004, o novo revés no Mundial de 2006 aumentou o drama. Naquela final, a mesma Rússia voltou a atrapalhar o Brasil. A seleção estava a dois pontos de ganhar o título, mas levou a virada das russas.


O que parecia mera coincidência se repetiu em 2007. Já vista como uma das mais fortes no mundo, a seleção não “amarelava” até a fase final das competições. Ganhava os jogos, assumia a posição de favorita ao título, mas depois vinha a decepção. No Pan de 2007, não foi diferente. Depois de atropelar as rivais, o Brasil desperdiçou uma série de match points na decisão contra Cuba. Resultado: medalha de prata em casa.


O título nas Olimpíadas poderá servir, então, para apagar qualquer imagem de derrota do time. Para o técnico, o ouro é uma resposta a uma geração que merecia mais prestígio. “Esse é um dos times mais vencedores de todos os tempos”, disse o técnico Zé Roberto, antes da final contra os Estados Unidos.


Publicado no dia 23 de agosto de 2008


Fonte : UOL Olimpiadas